As abelhas meliponas

/ / E o bicho pegou
Fonte Imagem: Pixabay

As abelhas que conhecemos no Brasil não são nativas. As estrangeiras, as apis, de origem africana ou europeia, que costumam ser vistas rondando doces e refrigerantes, são mais produtivas e por isso mais populares para a criação. Entretanto tem ferrão e devem ser manejadas com muito cuidado e roupas apropriadas.

Já as abelhas nativas, as melíponas, tem ferrão atrofiado. Elas não picam. Portanto, não instilam veneno, não causam alergia. Seu sistema de defesa é diferente.

Nossas abelhas produzem um mel mais líquido, mais úmido e com um tempo de durabilidade menor. Elas produzem de um a três quilos de mel por ano e as maiores no máximo 10 quilos por ano.  Entretanto elas podem ser criadas até em apartamento, como animais de estimação. Podemos coletar o mel sem a preocupação de levar uma picada. A mais comum é a da espécie jataí. Ela é bem pequena, não tem ferrão e é bem produtiva. Também é mais resistente às condições climáticas e de desmatamento.

As abelhas são fundamentais na preservação da biodiversidade. Entretanto nossas abelhas nativas correm risco de extinção por terem um mecanismo de defesa muito rudimentar em relação às abelhas africanizadas (com ferrão).

A Jataí, além de dócil, é pequena, dourada de olhos esverdeados e com o terceiro par de pernas marrom escuro. Seu mel é colocado em pequenas bolsas redondas dentro da colmeia, sendo que estas bolsas são a forma de proteção da colmeia.  Quem as cria na varanda do apartamento ou no quintal as considera seus bichinhos de estimação, “coisas vivas que vão e vem”.

O Chef Ivan Ralston, do restaurante Tuju, em São Paulo, cria abelhas na entrada de seu restaurante e utiliza o mel para preparar algumas de suas receitas. Cada colmeia produz um tipo diferenciado de mel e o sabor varia de super ácido como vinagre a um sabor que lembra queijo.

Fontes:
-https://www.gazetaonline.com.br/noticias/economia/2018/01/mel-de-abelhas-sem-ferrao-e-vendido-por-ate-r-200-o-quilo-1014116846.html
-https://www1.folha.uol.com.br/serafina/2018/04/1961737-abelhas-viram-bichos-de-estimacao.shtml

Patrícia Rati

(Publicado em 20 de julho de 2018)

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