Lixo eletrônico

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Fonte Imagem: Pixabay

Equipamentos eletrônicos como CPUs, monitores, teclados, mouses, estabilizadores, no-breaks, impressoras, telefones, celulares, carregadores de celulares, fios e cabos, projetores, aparelhos de fax, CDs, DVDs, além de pequenos objetos como câmeras fotográficas, pilhas, baterias e cartuchos que são descartados diariamente e em grande quantidade por todos nós, e que têm em sua composição dezenas de substâncias que podem contaminar pessoas, animais e o meio ambiente em geral, tais como metais pesados (chumbo, mercúrio, cadmio) e outros agentes tóxicos, não podem ser descartados como lixo comum ou como lixo reciclado. 

Na era digital e com o avanço da tecnologia, consumimos cada vez mais produtos e não pensamos muito nas consequências deste descarte leviano.

Além da poluição do ambiente, já sobrecarregado, deixamos de reciclar uma infinidade de material, além de aparelhos ainda úteis que podem ser reutilizados por outras pessoas em comunidades carentes, por exemplo.

Aparelhos eletrônicos possuem placas com circuitos que utilizam mais de 60 tipos de elementos químicos, alguns deles extremamente tóxicos.

Fonte Imagem: Recicloteca

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei 12.305/2010 e sua regulamentação (Decreto 7404/2010) já em 2010 definiu o procedimento a ser adotado para descarte de vários resíduos, inclusive lixo eletrônico, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. As empresas estão obrigadas a fazer a logística reversa.

A falta de informação sobre como descartar o lixo e, principalmente, o descaso da população em geral, contribuem para a dificuldade de se conter as toneladas de lixo tóxico criadas.

Entretanto, segundo Gabriela Otero, coordenadora do departamento técnico da Abrelpe, se atualmente déssemos o destino correto a todo o lixo eletrônico, não teríamos capacidade para absorver todo esse material.

A logística reversa é a forma de processar o material eletrônico descartado através de cada empresa envolvida nos produtos, que recolhe seu material obsoleto ou viabiliza a coleta e restitui os resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento em seus ciclos produtivos, ou para outros destinos. Esta atividade visa o desenvolvimento econômico e social da sociedade de consumo que começa muito lentamente a tomar consciência da destruição irreparável de seu meio ambiente.

O que se deve fazer:

Primeiramente, pode-se procurar a loja onde o produto foi comprado porque elas podem fazer a ponte entre o consumidor e o fabricante, ou empresas de reciclagem.   Outra opção é procurar “o atendimento ao consumidor” do fabricante para saber se têm algum tipo de logística reversa; e por fim, pode-se buscar na cidade ou região pontos de coleta de lixo eletrônico que sejam certificados pelos órgãos ambientais locais.

Imagem: Fluxograma de funcionamento do CEDIR USP

O CEDIR (Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática) da USP, foi inaugurado em 2009 e já recebeu vários prêmios. A divulgação da iniciativa despertou a atenção de muitas universidades e prefeituras para a questão do lixo eletrônico. O CEDIR também promove um curso de treinamento que capacita catadores para a reciclagem segura de equipamentos eletrônicos.

Nos centros de reciclagem, há um processo de triagem do material.  Aqui também há  três caminhos: O reuso, quando as peças ainda em funcionamento são utilizadas para consertar outros aparelhos; a reciclagem, destinando os fios, metais ferrosos e não ferrosos, alguns plásticos e borrachas; e por último tentar devolver ao fabricante. 

Você deve ter consciência das suas pegadas tóxicas. Procure na internet os pontos de coleta de lixo eletrônico em sua cidade ou próximo a ela. Descarte corretamente.

Fontes:
-https://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/26/o-que-fazer-com-os-aparelhos-eletronicos-encostados-na-sua-casa.htm
-http://www.recicloteca.org.br/noticias/pilhas-e-baterias-importancia-do-descarte-correto/
-http://www5.usp.br/2080/curso-de-reciclagem-leva-seguranca-ambiental-e-renda-para-catadores/
-https://social.stoa.usp.br/neucib/blog/fluxograma-de-funcionamento-do-cedir-usp

Patrícia Rati

(Publicado em 06 de julho de 2018)

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